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Major Elizete Advogada e Professora. Doutoranda em Direito. Especialista em Gestão de Segurança Pública, Docência do Ensino Superior, Direito Civil e Processo Civil, e em Políticas Sobre Drogas.
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Coluna da Major

Postada em 17/12/2018 ás 21h10 - atualizada em 17/12/2018 ás 21h23

Publicada por: Major Elizete

A Decisão
(Confidências da campanha 2018, em 10 artigos)
A Decisão

Foto: Reprodução

As eleições deste ano, para mim, foram bem mais especiais do que para todos que conheço. Pela primeira vez, candidatei-me a um cargo eletivo… eu sonhei ser eleita deputada federal!

Eu coordenava um programa de prevenção às drogas da polícia militar que alcançou resultados bem expressivos em nosso estado, o que me rendeu homenagens das mais valorosas, inclusive em outras corporaçoes. E meu sonho era ser Comandante Geral da PMPI.

Em 2016, o reconhecimento de meu trabalho ecoou com mais ênfase junto à comunidade política, e fui convidada para disputar um cadeira de vereadora em Teresina, por vários partidos. Na época, eu até fiquei… surpresa… incrédula: Eu?! E recusei sem pestanejar!

E continuei no projeto de levar lições de prevenção às drogas em todo o Piauí, atingindo a marca histórica de 84 municípios com ações; mas as dificuldades eram enormes! E percebi que a maior delas era vontade política! E admiti o que TUDO É POLÍTICA!

Foi então que decidi: nas próximas eleições, concorreria!

Então, reuni a família e expus meu desejo. Primeira reação: “Você é louca?! Com que dinheiro?!” Respondi: “Deus proverá, como tudo em minha vida!”

Algum tempo depois, um coronel da PM me chamou e perguntou se era verdade o boato de que eu me candidataria. Respondi que sim. Ele disse: “Mas, Elizete, é muito difícil!” Respondi: “E o que na minha vida foi fácil?” E saí daquela sala mais decidida do que jamais estive em relação a ser candidata.

Mas a guerra estava só começando. Houve um boato de que eu seria transferida para o interior e, não nego, tive medo, porque à época eu era mae solteira e minha filha ainda era uma adolescente…! Mas nem por isso desisti; resisti, com joelho no chão … e, não sei ainda se era verdade ou mentira, o fato é que continuei onde estava.

Então começaram os convites dos partidos; 11 (onze) siglas me fizeram propostas das mais variadas. Passei a analisar e elaborar a melhor estratégia para a eleição. Foi muito complicado. Estudei a legislação eleitoral, fiz conjecturas… fui até Brasília, por 2 vezes, conversar com presidentes nacionais e um outro veio a Teresina para conversarmos… propostas das mais surpreendentes possíveis, eu recebi. 

Porém, a minha decisão foi baseada na crença de que um determinado político poderia ser diferente de todos os outros… e que ele poderia não só me instruir neste novo mundo, como também ajudar com seu potencial político. Quanto ao recurso para material de campanha, aluguel de carros, hospedagem e alimentaçao, como eu previ no início, veio por providencia divina, porque, de todos os candidatos do partido, somente eu recebi, e isso se deu por existir a obrigatoriedade legal de destinacao de 30% para mulheres!

E filiei-me! Cheguei a pensar que a luta, doravante, seria apenas para conquistar votos! Santa ingenuidade! Aquele era o marco inicial de outra guerra: dentro da coligação e do meu próprio partido, travei batalhas ainda mais difíceis!! Eu pensava: “Quem dera a campanha fosse só fazer chegar aos eleitores as minhas ideias, as propostas… e pedir um voto de confiança…!!”

Mas isto já é matéria do próximo artigo. Aguardem!!

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