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Postada em 20/01/2020 ás 22h31

Publicada por: Redação Fala Nordeste

Fonte: O imparcial

Maranhense é considerada a melhor jogadora de futebol da liga universitária dos EUA
Catarina Macario foi destaque do time da Universidade de Stanford, o Stanford Cardinals, na Califórnia. Atleta recebeu homenagem pela segundo vez consecutiva
Maranhense é considerada a melhor jogadora de futebol da liga universitária dos EUA

Foto: Reprodução

A maranhense Catarina Macario, de 20 anos, natural de São Luís, capital maranhense, conquistou o prêmio Hermann Trophy, que é concedido a melhor jogadora universitária dos EUA. A atleta recebeu esta homenagem no último dia 3 de janeiro pelo segundo ano consecutivo. Catarina Macario foi destaque do time da renomada Universidade de Stanford, o Stanford Cardinals, na Califórnia. A equipe conquistou o título da NCAA, o campeonato universitário de futebol do país.

O Troféu Hermann existe desde 1967, mas só foi a partir de 1988 que o futebol feminino passou a ser contemplado. Catarina é a quinta jogadora que venceu duas vezes de forma consecutiva, até então um feito inédito em seu clube. “Eu estou incrivelmente honrada por receber essa oportunidade e fazer parte de uma equipe feminina com mulheres tão incríveis em Stanford. Obrigada minha família, amigos e minhas companheiras de equipe”, falou a atleta que atua como meia. O Hermann Trophy, é uma bola de cristal de 10 libras que, homenageia os jogadores de futebol masculino e feminino com base na votação realizada pelos treinadores da NCAA Division I.

O Stanford conquistou seu terceiro campeonato nacional em 8 de dezembro no ano passado, em uma vitória por pênaltis sobre a Carolina do Norte, por 0 a 0. Liderado por Macario, o Cardeal estabeleceu um recorde de programa com 102 objetivos.  A maranhense foi a artilheira da competição com 32 gols e líder de assistências, com 23 passes. Ela totalizou 87 pontos no sistema de pontuação do torneio e ficou a apenas um ponto do recorde histórico, que é dividido por Mia Hamm, a 1ª mulher a ser eleita a melhor jogadora universitária duas vezes consecutivas e da canadense Christine Sinclair.

O time de Catarina representa a Leland Stanford Junior University, uma instituição privada de pesquisa situada em Palo Alto (CA) e uma das mais prestigiadas do mundo, com a maior seletividade de graduação e a posição de primeira colocada em várias pesquisas e medições nos EUA. O campus situa-se nos arredores do Vale do Silício, na Califórnia, possuindo bela arquitetura e diversas esculturas de Rodin. Foi nessa universidade que surgiu o projeto de um sistema de busca que veio a tornar-se o atual Google.

Obrigada minha família, amigos e minhas companheiras de equipe

Catarina está em processo de naturalização

Aos 12 anos, Catarina saiu de São Luís para tentar virar atleta em Brasília. 

Ainda no colégio, conseguiu uma bolsa de estudos na cidade de San Diego e se mudou com o pai e o irmão para os Estados Unidos.

Catarina se tornou uma lenda na ECNL (Elite Clubs National League), a liga competitiva de futebol feminino juvenil nos Estados Unidos – sub-14 à sub-19. 

Foram 50 gols marcados na sub-14 e 165, somando todas as categorias, que fazem dela a maior artilheira de todos os tempos na competição – isso porque ela praticamente não jogou na sub-16 por conta de lesão.

O talento de Catarina Macario não passou despercebido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tentou recrutar a maranhense para defender a Seleção, mas a atacante está trabalhando no processo de naturalização, com o objetivo de atuar pelos Estados Unidos, onde já acumula convocações nas categorias sub-14, sub-15 e sub-23. 

Para Catarina, defender o time norte-americano é uma maneira de agradecer ao país que lhe deu a oportunidade de construir carreira no futebol.

Embora seja constantemente comparada com a brasileira Marta diversas vezes, a jogadora favorita de Macario é a ex-atacante americana Mia Hamm. Macario é elegível para jogar internacionalmente pelo Brasil e ainda não recebeu a cidadania americana. 

Contudo, ela já foi convocada e representou os Estados Unidos em diversas seleções juniores e disse que pretende representar a Seleção Americana, recusando diversas tentativas de aproximação por parte da CBF.

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