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Solidariedade

Postada em 15/11/2019 ás 07h58 - atualizada em 15/11/2019 ás 14h28

Publicada por: Priscila

Conheça Bera, o artista que doou R$ 4,5 milhões para a Amazônia
Além disso, o georgiano se tornou o embaixador do #PovosDaFloresta.
Conheça Bera, o artista que doou R$ 4,5 milhões para a Amazônia

Foto: reprodução

Bera Ivanishvili é um dos cantores mais famosos da Geórgia. Atualmente com 24 anos, ele começou a fazer música 10 anos atrás e rapidamente se tornou popular no país. Não satisfeito apenas em cantar em inglês, francês e georgiano, o artista também é fluente em russo e espanhol –e ainda por cima está procurando fazer uma diferença.

“Acredito que os corações de todos os seres humanos queimaram quando vimos que a floresta amazônica pegando fogo de forma tão devastadora”, explicou Bera, em entrevista ao Metrópoles. “Naquela época, estava passando por um momento muito especial na minha vida”, explica o cantor, ao falar sobre sua motivação por trás da doação de R$ 4,5 milhões que fez à ONG Instituto Socioambiental (ISA). “Havia acabado de descobrir que eu seria pai e isso definitivamente me inspirou a tentar fazer alguma diferença”, completou.

Além disso, Bera se tornou o embaixador do #PovosDaFloresta e desembarcou no Brasil para trabalhar com a ONG no dia 7 de novembro. “Antes [de descobrir que seria pai], para ser honesto, eu não prestava muita atenção a problemas globais. Focava mais em criar música e ser o melhor no que faço. Mas quando descobri a paternidade e vi a intensidade desse problema, fiquei obcecado com o tema, até perdia sono por causa disso”, confessa.

O artista ainda conta que o processo de doação demorou cerca de 2 meses: “Antes [de decidir] falamos com muitas pessoas diferentes, que não prometeram ser 100% transparentes conosco, e a ISA, neste caso, foi um dos poucos que concordou com os termos”.

Filho de um dos homens mais ricos do mundo, o político Bidzina Ivanishvili, Bera conta que seu pai sempre o incentivou a seguir seus sonhos. “Eu nunca tive muito interesse em política, para ser sincero. Até meu pai me falava quando eu era mais novo: ‘Filho, escolha qualquer profissão que quiser, mas fique longe da política’. Eu nunca me envolveria com política, se não fosse pelo fato de que o meu país estava passando por um momento tão difícil”. 

Bera lembra que apesar de nunca se sentir atraído pela política, ele percebeu que poderia se comunicar com a geração mais nova em relação aos conflitos.

“Acho que não somente influenciou minha música como também minha vida por inteiro, passar por uma jornada daquelas e lutar pela liberdade. Eu acho que tinha 13 anos quando a guerra [Russo-Georgiana de 2008] aconteceu e aquilo definitivamente mudou minha mentalidade por completo. E, ainda por cima, ter a capacidade de lutar pelo meu país sempre será algo do qual me orgulharei. Da última vez que estávamos em uma manifestação política, rezei para que minha nação nunca mais precise que eu me envolva em qualquer tipo de política, por que isso significaria, novamente, vivermos em um momento difícil”.

A carreira

Bera, que é albino, conta que sofreu preconceito pelo seu visual. “Geralmente eu não gosto de reclamar, por que tenho muita gratidão por estar na posição que estou, mas se for para falar das dificuldades que eu passei… ser diferente nesta sociedade pode ser desafiador”, declara. “Me popularizar como um dos únicos artistas albinos [da indústria], eu ouvia de empresários e gravadoras que gostavam da minha música, mas que não sabiam como me desenvolver como uma marca”, explica.

Ivanishvili também conta que música sempre foi algo constante em sua vida. “Minha avó era professora de piano, minha mãe ama música, então sempre havia ótimas músicas tocando em casa”, recorda o rapper, que também atribui seu amor à música à cultura da Geórgia. Quanto à pluralidade de línguas, ele diz ser natural: “Minha arte reflete minha vida, então por acaso eu aprendo essas línguas e escrevo as músicas do jeito que quero”.

Influenciado por nomes como Ray Charles, Michael Jackson, Tupac Shakur e Nat King Cole, Bera busca inspirar, através de suas canções, aqueles que se sentem sozinhos, diferentes e isolados da sociedade. 

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