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Major Elizete Advogada e Professora. Doutoranda em Direito. Especialista em Gestão de Segurança Pública, Docência do Ensino Superior, Direito Civil e Processo Civil, e em Políticas Sobre Drogas.
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Coluna da Major

Postada em 02/04/2019 ás 10h39

Publicada por: Major Elizete

Coluna da Major Elizete: O que vale é o “vento"!
No piauiês, a expressão “o que vale é o vento” significa que quem manda é o dinheiro. E, infelizmente, nas eleições de 2018 essa frase caiu como uma luva.
Coluna da Major Elizete: O que vale é o “vento

Foto: Reprodução

No piauiês, a expressão “o que vale é o vento” significa que quem manda é o dinheiro. E, infelizmente, nas eleições de 2018 essa frase caiu como uma luva.

Os anos se passam e cada vez mais as estratégias para conseguir um lugar no legislativo ou em um cargo majoritário ficam mais audaciosas (e até cruéis!); mas, o que mais se ouviu falar na última campanha foi das cifras gigantescas que alguns políticos gastaram.

Dizem que alguns candidatos venderam bens e pegaram dinheiro de agiotas, gastando umas cem vezes mais do que o valor que receberiam em quatro anos de mandato (se recebessem só que lhes é devido, legalmente!). Pode-se dizer que “venderam a alma ao diabo”, para comprar a cadeira.

Nas campanhas, esses candidatos que estão dispostos a, literalmente, tudo para elegerem-se, prometem chuva ou sol, ao gosto dos que lhes ouvem; podem ser a favor ou contra qualquer assunto polêmico, dependendo da plateia, por exemplo. Suas palavras soam bem aos ouvidos de pobres desvalidos de esperança de dias melhores.

Na verdade, pouco importa o que esses políticos falam na reuniões… porque, na maioria esmagadora das vezes, o discurso é feito para assistentes remunerados para se fazerem presentes ao ato; alguns, sequer assimilam uma única frase, uma vez embriagados pelas bebidas “gratuitas" ou mesmo pela paixão partidária que lhes empurra goela a baixo qualquer “salvador”.

Em 2018, embora a legislação eleitoral proibisse, para que o povo participasse das reuniões com alguns candidatos, as lideranças atraiam-no com sorteios de utensílios domésticos, como liquidificadores, ventiladores…  Infelizmente, ninguém denunciou ao Ministério Público e sequer um procedimento investigatório fora deflagrado.

Daí, passada a eleiçao, as palavras foram-se com o vento. Doravante, o que importa mesmo é o interesse próprio do eleito. Trocando em miúdos, o que interessa são quais vantagens pessoais (e para os mais próximos) aquele cargo conquistado, ou melhor, comprado, pode proporcionar.

O eleitor? Ah! Esse vendeu o direito de exigir qualquer coisa. Agora, ele é apenas um peão do jogo de xadrez que será novamente posto no tabuleiro quando uma nova partida recomeçar… no eterno ciclo vicioso da política piauiense, porque aqui “o que vale é o vento!"

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